sábado, 16 de julho de 2011

Ele é um ex-gay. É possível, sim! Jesus, transforma pela sua Palavra

Ele é um ex-gayO homem da foto ao lado, o americano Michael Glatze, é um ex-gay. Há pouco mais de dez anos, ele mesmo diria que ex-gays não existem. Mas, desde 2007, Glatze não defende apenas que é possível ser um ex-gay. Ele afirma que a homossexualidade não existe. Seria apenas um esconderijo para pessoas fracas e vazias, sempre em busca de excitação sexual, de alguém para amar (Michael, sentimos informar, mas isso não é exclusividade dos gays). Hoje, Glatze estuda a Bíblia em um curso cristão no estado de Wyoming, à espera da mulher que Deus colocará em seu caminho para formar uma família.

A história de Glatze foi contada por um (ex?) amigo gay no jornal “
The New York Times”. O (ex?) amigo Benoit Denizet-Lewis conhecera Glatze em uma revista dedicada à comunidade gay, onde ambos trabalharam. Um dos objetivos da revista era mostrar a jovens gays que não há problema algum com a orientação sexual deles. Glatze era o que se podia chamar de ativista dos direitos homossexuais. Havia lido todos os livros sobre esse universo e estava sempre disposto a discutir como a sociedade sufoca a verdadeira opção sexual das pessoas com seus preconceitos.

Glatze tinha um namorado de causar inveja, chamado Ben, e os dois formavam o que parecia ser um casal perfeito. Tanto que haviam decidido se aventurar em um projeto profissional juntos, ligado à causa que defendiam. Criaram uma nova revista voltada para jovens gays.

As coisas para Glatze e Ben começaram a mudar em 2004, quando Glatze teve uma série de palpitações e resolveu procurar um médico. Ele acha que podia ter a mesma doença cardíaca do pai, que morrera quando Glatze tinha apenas 13 anos. Os exames, felizmente, revelaram que não havia motivos para Glatze se preocupar. Mas o episódio mudou alguma coisa nele. Glatze acreditava ter escapado da morte e se sentia cara a cara com Deus. Sentiu que era chance de consertar sua vida. Passou um ano tentando entender as razões pelas quais se sentia infeliz. Um dia, ao sentar ao computador para escrever, ele percebeu. E digitou: “Eu sou hetero”. A partir desse instante, contou Glatze ao (ex?) amigo Lewis, nunca mais sentiu o mesmo desejo por pessoas do mesmo sexo. Quando sentia algum interesse, tentava se concentrar nas razões que o levavam a se sentir daquela maneira. E o desejo passava. Glatze decidiu se separar de Ben – e de mais um jovem gay que vivia um triângulo amoroso com o casal. Em 2007, anunciou que deixara de ser gay.

A ciência ainda não sabe o que define a orientação sexual de uma pessoa. Estão começando a aparecer evidências de que a preferência sexual, pode, sim, ser determinada biologicamente (este blog aqui diz ter as provas). Logo, mudar de orientação não seria factível. Mas os cientistas ainda estão longe de completar esse quebra-cabeça. Alguns amigos da época gay de Glatze acreditam que ele está se enganando. Outros pensam que ele nunca foi, de fato, gay. Para resumir, ninguém acredita que Glatze possa ter mudado sua orientação sexual. E todos estão preocupados porque ele não parece ser feliz, sem trocadilhos, como era quando se dizia gay.
E vocês? Acreditam que alguém pode deixar de ser gay?
Marcela Buscato é editora de ÉPOCA em São Paulo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Três comentários a três abusurdos

Um: A educação brasileira está no fundo do poço. Esse poço tem dois nomes compostos: Doutrinamento Esquerdista e Pornografia Explícita. Veja o vídeo do senador Demóstenes Torres, do dia 21 de junho deste ano, que descreve (com citações) algumas obras aprovadas pelo MEC para as escolas públicas e trema de horror ao pensar no estado mental e emocional das crianças expostas àquilo. Eu tremi. E nunca é demais enfatizar: LEGALIZAÇÃO DO HOMESCHOOLING JÁ! O governo não tem competência, nem sabedoria, nem lisura para educar nossos filhos!
Dois: Leio aqui que a Europa está ficando vertiginosamente mais pobre. De três anos para cá, o desemprego  e a queda na renda são males generalizados. Por trás dessa decadência, há causas que raramente são citadas nas análises. A mais decisiva é o banimento cada vez maior do substrato cristão na cultura. Embora esse substrato em si não converta ninguém (pois a conversão é um fenômeno espiritual, não cultural), os países influenciados pelo cristianismo são abençoados pela graça comum de Deus, que se revela nas leis e em sua aplicação (freios para o pecado), na liberdade individual (pois o Deus cristão está acima dos consensos humanos e valoriza cada ser humano independentemente desses consensos), na proteção aos mais fracos (pobres, viúvas, órfãos) etc. Não é à toa que o comunismo (que dá superpoderes aos governantes e esmaga o indivíduo) só floresce em meio ao materialismo ateu. (O comunismo não respeita indivíduo algum, nem o pobre, nem a viúva, nem o órfão.) Quando esse substrato cristão é varrido para longe, o resultado é desastroso: sem os limites bíblicos na cultura, há o consequente relativismo; os homens se sentem livres para dar curso a tudo o que não presta (ganância, imoralidade, violência); as leis refletem essa falta de limites e se tornam frouxas e vazias, dando lugar à impunidade; sem um Supremo Juiz e um horizonte transcendente, não há estímulos para levar-se a vida de modo honesto e simples (e aqui entram em cena as drogas, a promiscuidade e todo modo de vida destrutivo). Tudo isso tem seu peso sobre a economia, que se subordina à liberdade, à transparência nas relações humanas, à subjetividade. A economia (tal como muitas outras atividades humanas: a educação e a constituição da família, por exemplo) depende diretamente da disposição interior para o sacrifício do bem imediato pelo bem duradouro. E nossa sociedade, sem Deus, tem se esfacelado em um hedonismo suicida. Um dos maiores exemplos – e que também se reflete na economia – é o aborto praticado à solta, que amputa as famílias, envelhece a população e perpetua uma extrema insensibilidade, um pessimismo abissal, diante da vida. E, por fim, o esquerdismo generalizado falseia a realidade, desorienta a mente e promove, entre os líderes, as decisões erradas, quando não moralmente espúrias, desestabilizando as gerações seguintes. Analisar a economia sem examinar os valores que se mantêm ou se perdem na sociedade é bobagem sem tamanho, bastante praticada por economistas esquerdistas e liberais, mais próximos um do outro do que se pensa. Precisamos clamar a Deus pelo Brasil. Aqui, a igreja, se santificar-se, ainda pode fazer a diferença para que não sigamos rumo ao mesmo buraco.
Três: Alejandro Peña Esclusa, escritor conservador de oposição na Venezuela, foi preso sem julgamento sob ridículas e infundadas acusações de terrorismo. É o famoso método cubano adaptado para a Venezuela: quando o elemento perturbador do sistema é razoavelmente conhecido, não o matam, mas o prendem e o deixam morrer (como descrevi aqui). Peña Esclusa está doente, com câncer na próstata. A doença estava sob controle até o momento em que, encarcerado, ele não pôde mais tomar os remédios. Está na prisão há um ano e o câncer, sem tratamento, continua evoluindo. Leiam mais notícias sobre o caso no blog de minha amiga Graça Salgueiro, o Notalatina. O Paraguai já aprovou uma petição formal para que Peña Esclusa seja liberto. O que faz o Brasil, ainda enaltecendo os ditadores da América Latina e completamente surdo à injustiça da perseguição política sob regimes comunistas? O que faz a igreja, que não levanta a voz a favor dos oprimidos nesses regimes, sejam eles cristãos ou não? Vamos acordar! O detalhe impressionante nessa história de Peña Esclusa é que o presidente Hugo Chávez, como agora se sabe, confirmou que está com câncer. Claro, ele está sendo tratado – em Cuba. Seu longo sumiço da vida pública dá a entender que a doença é grave. Talvez seja um pequeno aviso de Deus. Talvez.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Venezuela e Brasil: principais centros do Hezbollah na América Latina

Quando o líder da nova nação, Sudão do Sul, assinou a nova constituição do seu país, ele fê-lo usando o chapéu de bowboy que lhe foi oferecido por George W. Bush.
Segundo um blogue do "Middle East Institute" (MEI) , Bush deu o chapéu a Salva Kir em 2006. O chapéu não só se tornou instantaneamente na sua imagem de marca, como, segundo o MEI, ele nunca mais foi fotografado sem ele.
O New York Times reportou que durante este fim de semana, na capital Juba, o papel de George W. Bush no acordo de 2005 foi agradecido de forma bem visível. Segundo uma fonte, um homem exibia um sinal que dizia "Obrigado George Bush".
O Los Angeles Times citou um escritor e professor sudanês - Tabon li Liyong - que deu crédito a Bush pela independência do país:
Os apelos do Sudão do Sul foram ouvidos por George Bush e pelos fundamentalistas Cristãos. Hoje é o dia de Obama, mas nós não sabemos o que ele irá fazer.

Se o poeta não sabe o que o Obama vai fazer, então ele não tem prestado atenção ao que o mesmo tem feito durante os últimos 2 anos.
É por demais evidente que se Obama fosse presidente em 2005, o Sudão do Sul não seria independente hoje em dia. Infelizmente para todos os que sofrem os ataques provenientes dos maometanos, o Obama não tem a mínima vontade de ser uma voz em favor da liberdade se isso for ofensivo para os islamitas.
Não sei o que o futuro reserva ao Sudão do Sul, mas Deus esteja com eles. Pelos menos espírito de gratidão para com George W. Bush eles têm.

Mulher de empresário conta que ele subornou funcionários em banheiro da sede da prefeitura de Teresópolis

Por Antonio Werneck, no Globo:
Pelo menos uma vez, em 2010, o pagamento de propina a funcionários públicos de Teresópolis foi feito dentro de um banheiro na própria prefeitura, revelou em depoimento ao Ministério Público Federal uma administradora de empresas. Encarregada do setor de administração de uma construtora e mulher do empresário que denunciou a existência de um suposto esquema de pagamento de propinas a secretários municipais, ela afirmou que tratou do assunto em duas oportunidades, por e-mail. Disse ainda que tem cópias das mensagens eletrônicas e que pode fornecê-las à Justiça. A denunciante reconheceu que agora teme por sua vida, pela do marido e pela dos filhos.
No depoimento, ela informou que cuidava de toda a administração da empresa. Em 2010, quando passou a tratar pessoalmente da contabilidade com autoridades de Teresópolis, soube que a empresa do marido teria que pagar uma propina de 5% a 10% aos então secretários José Alexandre (de Governo) e Paulo Marquesine (de Obras), também citados pelo empresário em depoimento ao Ministério Público Federal em março. A mulher contou, que, em determinado momento, foi bastante pressionada por José Alexandre para fazer o pagamento. Ela disse “ter ficado consternada, extremamente constrangida com a intimidação de José Alexandre, exortando-a ao pagamento de uma obrigação ilícita com uma pressão de emparedamento que parecia a de um assaltante”.
A administradora depôs em abril. Ela afirmou que o suposto reajuste na cobrança de propina na prefeitura foi acertado dois dias após as enxurradas de janeiro. Contou ainda que foi a uma reunião na sede do Executivo municipal onde estariam representantes das empresas Vital e Terrapleno. Depois do encontro, foi informada pelo marido que ele havia pago propina dentro do banheiro da prefeitura.
Inquérito investiga desvio de verbas
O inquérito do Ministério Público Federal foi instaurado para apurar o suposto desvio de recursos federais enviados ao Estado do Rio, pelo Ministério da Integração Nacional, após as enxurradas. De um total de R$ 100 milhões destinados a ajudar na reconstrução da Região Serrana, Teresópolis recebeu R$ 7 milhões.

Como O GLOBO noticiou domingo, o empresário denunciou à Justiça Federal um suposto esquema de propina na prefeitura de Teresópolis, envolvendo secretários municipais e funcionários públicos . Um acerto entre empreiteiras e autoridades elevou, de 10% para 50%, a taxa da propina para a aprovação de contratos de serviços. Na tragédia do início do ano, mais de 900 pessoas morreram.
A prefeitura de Teresópolis, em nota, negou todas as acusações, mas informou que abriu sindicância para apurar o caso. Procurados, os dois ex-secretários municipais citados nos depoimentos não foram localizados para responder às acusações.
O Ministério de Integração Nacional informou que deverá pedir uma investigação ao procurador-geral da República e ao diretor-geral da Polícia Federal, caso o relatório que está sendo elaborado pelo MPF aponte indícios de crime. O ministério garantiu, em nota, que, com a finalidade de acompanhar e fiscalizar as ações a cargo do governo do estado e dos municípios atingidos pela tragédia, a Secretaria Nacional de Defesa Civil já realizou duas inspeções, tendo agendado uma nova para agosto. “A primeira vistoria restringiu-se à constatação in loco da implementação das ações de defesa civil, enquanto a segunda se destinou à análise físico-contábil das tarefas executadas”, disse. O relatório da segunda inspeção, informou o órgão, será concluído até sábado.
Para o ministério, é importante destacar que a lei 12.340/2010 impõe ao “Poder Executivo federal o dever de apoiar os estados, o Distrito Federal e os municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública”. O órgão, porém, lembrou que há regras e que elas devem ser cumpridas: “Sempre que restar constatada a má utilização, por parte dos entes beneficiários, dos recursos repassados pela União na forma da lei, é dever da Secretaria de Defesa Civil Nacional suspender a liberação dos recursos e, eventualmente, determinar a devolução dos recursos; além de comunicar o fato aos órgãos de controle interno ou externo competentes para adoção das medidas cabíveis”.
Relatórios elaborados por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU) desde janeiro encontraram indícios de irregularidades em contratos sem licitação assinados pelas prefeituras e pelo governo do estado com empresas chamadas para socorrer cidades da Região Serrana. Em nota, o governo do estado negou irregularidades, mas não enviou ao GLOBO a relação das empresas beneficiadas por recursos federais e contratadas sem licitação. O TCU identificou falhas principalmente no preenchimento das planilhas onde são discriminadas as obras. O documento é usado como base para o cálculo do serviço executado e o posterior pagamento. Aqui
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 12 de julho de 2011

Por que os brasileiros não reagem?

TEXTO PUBLICADO NO JORNAL O GLOBO DESTA SEGUNDA-FEIRA
Juan Arias *

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci – uma espécie de primeiro-ministro – e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que “todos são ladrões” e que “ninguém vai para a prisão”, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.
Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público? É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.
Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.
Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo “descontrole” atual em áreas do seu governo e tirou literalmente – diz-se que a purga ainda não acabou – dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.
A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou – e o preço que terá que pagar será elevado – a se desfazer de uma certa “herança maldita” de hábitos de corrupção que vêm do passado. E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?
O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.
As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.
Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).
O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.
Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos. E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.
Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.
Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado – onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada – os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.
Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que – também é certo – é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.
* Juan Arias é correspondente do do jornal espanhol EL PAÍS no Brasil

PT atola o Brasil até o pescoço no mar de lama da corrupção

Os últimos dias mostraram um retrato destes oito anos e meio de PT no poder.  

Depois do Caso Palocci, que escancarou o tráfico de influência que campeia o Palácio do Planalto,  ficou comprovado que o Dossiê dos Aloprados foi ordenado pelo candidato Aloisio Mercadante(PT-SP), se considerarmos o testemunho gravado do petista Expedito Veloso. 

Também ficou comprovado que o Mensalão existiu, haja vista as alegações finais da Procuradoria Geral da República, que pede 111 anos de cadeia para José Dirceu, o "chefe da quadrilha", além da condenação de 37 envolvidos, muitos deles com posição de destaque na base de apoio do governo Dilma.

Como se não bastasse, acaba de cair toda a cúpula do Ministério dos Transportes, envolvendo um partido, o PR, que pode ser chamado de Partido da Roubalheira, em todos os tipos de fraude em obras públicas, com o objetivo de fazer caixa de campanha para si e, segundo um dos envolvidos, para a própria campanha de Dilma Rousseff.  

Acham que pára por aqui? 

Não, também tem a Petrobras favorecendo a empresa de um senador do PMDB em licitação, abrindo um rombo de algumas dezenas de milhões nos cofres da estatal. A nossa "petrolera", cada vez com mais cara de PDVSA, que hoje vale menos que o seu patrimônio, achou por bem bancar a fiscal municipal e desclassificar uma proposta cerca de 30% mais barata porque a empresa ofertante não conseguiria pagar um ISS de no máximo 5% na cidade de Macaé.

Na campo fértil da corrupção nas estatais, o BNDES está sendo chamado a pagar a conta de quase R$ 4 bilhões para um supermercado brasileiro comprar um supermercado francês, criando um gigante que vai dominar 33% do mercado brasileiro e cujo dono, casualmente, foi cotado para ser ministro da Dilma e seu apoiador de primeira hora. 

Mas não vamos ser injustos com o governo federal, como se ele fosse o único ator neste mar de lama.

O governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que governa o estado mais favorecido pelas obras do PAC, tem relações íntimas, turbinadas por potentes jatinhos e caríssimas festas em resorts, com o maior empreteiro e com o maior empresário do Brasil, doadores e beneficiários de grandes projetos com dinheiro público, a maioria deles sem a devida licitação. Já o seu vice-governador, vulgo Pezão, um verdadeiro pé-de-chinelo perto de gang tão chique, acaba de desapropriar o cafofo do concunhado, por preço superfaturado, uma merreca de R$ 200 mil.

Querem a cereja do bolo? Então leiam o que José Dirceu, o "chefe da quadrilha" do Mensalão declarou em recente entrevista:

" Ocorre que nas hostes oposicionistas é costumeira a confusão entre o que se constitui loteamento de fato e o desejável e necessário preenchimento de cargos do alto escalão com critérios não somente técnicos, mas políticos... Em suma, não se pode atrair para funções-chave na administração pública pessoas alheias ou contrárias ao rumo maior de um governo -o que seria, inclusive, estelionato eleitoral". 

Pelos últimos acontecimentos e pela qualidade do interlocutor, sem dúvida alguma o rumo maior deste governo é fazer do Brasil o país mais corrupto do mundo.