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sábado, 6 de agosto de 2011

Este Mundo Jaz no Maligno (Fatos acerca do Oriente Médio).


Dos vários portais de notícias disponíveis atualmente na Internet, prefiro aqueles que permitem comentários dos leitores: esta semana estava lendo sobre a tentativa de Barack Obama para impor mais uma de suas vontades ao povo do Oriente Médio, em especial israelenses e "palestinos", quando me deparei com alguns comentários, no mínimo, falaciosos.
   Notem que coloco "palestinos" entre aspas por duas razões:
   Primeira: que israelenses também são "palestinos", pois moram na "Palestina";
   Segunda: que nunca existiu um povo, uma civilização "palestina", na acepção moderna da palavra.
   O motivo principal é que o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, obviamente, rejeitou a proposta, que obrigaria Israel a recuar para as fronteiras de antes da Guerra dos Seis Dias: isto seria como se os Estados Unidos tivessem que devolver a Califórnia e o Texas ao México, por exemplo.
Netanyahu: devolve o Texas primeiro, Obama...
   "Bibi", como Netanyahu é conhecido em Israel, também apresentou uma alternativa ao presidente "palestino" Abbas, pedindo que este abandone os terroristas do Hamas e cedendo vários outros territórios.
   Claro que Abas não topou, e saiu esbravejando ainda mais!
   Nesse meio tempo, alguns comentaristas, metidos a pacificadores e humanistas, bateram na manjada tecla de que os "judeus estão fazendo o mesmo que os nazistas", "ocupando territórios" e matando gente adoidado.
   Para acabar com essas falácias, proponho algumas questões:
   A quem pertence o território de Israel?
   A quem pertence Jerusalém?
   Vamos analisar tópicos de um estudo de Joseph Farhat, jornalista americano de origem árabe, que foi correspondente no Oriente Médio e publicou interessante artigo na WorldNet.
   Será que todos conhecemos estes fatos?
  1. Israel tornou-se uma nação por volta de 1400 A.E.C. (antes da era cristã), dois mil anos antes do aparecimento do Islamismo.
  2. Os refugiados árabes de Israel começaram a se identificar como parte do povo palestino em 1967, duas décadas depois do estabelecimento do moderno Estado de Israel.
  3. Desde a conquista hebraica, com Josué, os judeus mantiveram o domínio daquelas terras por mil anos e lá tiveram presença consecutiva nos últimos 3.300 anos.
  4. O único período de domínio árabe, desde a conquista em 635 E.C., durou menos de 22 anos.
  5. Por mais de 3.300 anos, Jerusalém sempre foi e é considerada a capital de Israel. A cidade jamais foi a capital de nenhuma entidade árabe ou muçulmana.
    Mesmo durante a ocupação jordaniana de Jerusalém, estes jamais pensaram em transformá-la em sua capital; e nenhum líder árabe fez-lhe qualquer visita de importância.
  6. Jerusalem_Jesus_timeJerusalém é mencionada mais de 700 vezes no Tanach (Bíblia), as Escrituras Sagradas dos judeus. Jerusalém não é mencionada uma vez sequer no Alcorão.
  7. O Rei Davi fez de Jerusalém a capital de Israel e seu filho, Salomão, estabeleceu, onde hoje fica a Esplanada das Mesquitas, o Grande Templo, muito antes do surgimento do Islã.
  8. Judeus rezam três vezes por dia em direção a Jerusalém. Muçulmanos rezam cinco vezes ao dia… para Meca!
  9. Em 1948, os árabes foram encorajados pelos líderes árabes a deixar Israel - sendo-lhes prometida a eliminação dos judeus na região.
    68% foram embora sem jamais terem visto sequer um soldado israelense.
  10. Os refugiados judeus foram forçados a fugir dos países árabes por causa da brutalidade, perseguição e pogroms (atentados organizados).
  11. O número de refugiados árabes que deixaram Israel em 1948 é estimado em cerca de 630.000.
    Estima-se que o número de refugiados judeus dos países árabes é o mesmo (muitos dos quais compõem a grande comunidade Sefaradita de São Paulo, por exemplo).
  12. Não existe língua palestina.
    Não há uma cultura especificamente palestina.
    Jamais existiu um país chamado Palestina, governado por palestinos.
    Na realidade, a palavra Palestina como área geográfica vem de Filisteus (um dos sete povos que habitaram a região durante o período bíblico e que há muito deixaram de existir). O nome foi dado à região pelos romanos, em 70 E.C., como forma de ultrajar os judeus derrotados por Roma, pois sempre houve conflitos entre os filisteus e os israelitas da Antiguidade. Era conhecida por Filistina.
  13. Palestinos são árabes e não há distinção cultural, física, linguística, musical, literária ou política dos jordanianos, sírios, libaneses, etc.
    O próprio Yasser Arafat, líder terrorista que era o Bin Laden dos anos 1970 e fundou a OLP e outras organizações, era, na verdade, um egípcio.
  14. Israel representa um décimo de 1% do total das terras do Oriente Médio. Os árabes controlam 99,9% da região!
    Será impossível os países árabes e muçulmanos doarem um pedaço para os "palestinos"? Tem que ser Israel, e tem que ser Jerusalém?
  15. Os palestinos ocupam hoje a chamada Faixa de Gaza, exatamente a mesma região ocupada por seus supostos ancestrais, os filisteus dos tempos bíblicos.
    Os filisteus nunca chegaram nem perto de Jerusalém. Por que os filisteus de hoje querem por que querem que Jerusalém seja sua capital?
  16. A pseudo-opinião pública mundial condena Israel por fechar as fronteiras de Gaza. Gaza faz fronteira ao sul com o Egito (igualmente de maioria árabe e muçulmana) e a leste com o Mar Mediterrâneo.
    Por que o Egito e outros países – árabes, inclusive – não usam essas passagens naturais para acudir seus "irmãos" e fornecer alimentos e água? Mas quando Israel detona túneis usados para contrabandear armas, todos protestam na ONU.
  17. É fácil ver onde termina Israel e começa GazaSe você está lendo este texto é por que tem acesso à Internet. Vá a algum site que mostre fotos de satélite e veja que dentro das fronteiras de Israel (mesmo sem ver as linhas que são vistas nos mapas escolares) a cor predominante é de verde, que indica terra fértil. Mas do outro lado da fronteira é só deserto.
    Por que os países árabes, multimilionários graças ao petróleo, não tratam de melhorar as condições desse deserto – Gaza inclusive – e assim proporcionam melhor qualidade de vida a seus "irmãos"?
  18. A terra hoje ocupada por Israel ficou deserta por 19 séculos desde o ano 70 até 1948.
    Por que os "palestinos" não fizeram dela seu território e de Jerusalém sua capital nesse espaço de tempo?
  19. Não se vê israelenses queimando bandeiras árabesIsrael reconhece o direito dos palestinos à terra, mas os palestinos não reconhecem o direito de Israel sequer à existência!
  20. Israel nunca decretou "dia do ódio aos palestinos", mas o Hamas decretou o "dia do ódio a Israel".
    Você não vê judeus queimando bandeiras de nações árabes, mas o contrário…
  21. Antes de dizer que os judeus agem como os nazistas, verifique quem é que anda dizendo que os judeus devem ser varridos do mapa, exatamente como Hitler há 60 anos.
   Devemos sempre condenar a violência, de parte a parte, sempre defendendo o direito à vida e à propriedade, mas temos que ter ciência dos fatos reais para podermos opinar com justiça.
   Precisamos deixar de lado preconceitos e falácias divulgados pela mídia. Vamos juntos orar pela paz no Oriente Médio, até que venha o Rei da Paz!

Pontos críticos da segurança de Israel para uma paz viável

domingo, 10 de julho de 2011

Desmascarando a “comunidade internacional”

Embora recitando de forma vazia slogans de tolerância, adeptos do governo da "comunidade internacional" apóiam a agenda das forças mais violentas, intolerantes e totalitárias do mundo.
Durante muitos anos, a esquerda em Israel e em todo o mundo vem exaltando a chamada "comunidade internacional" como sendo o árbitro em todas as questões. Desde o direito de Israel existir até as mudanças climáticas, desde a liderança mundial americana até os grãos geneticamente modificados, a esquerda tem afirmado que a "comunidade internacional" é o único corpo qualificado para julgar a verdade, a legalidade, a bondade e a justiça de todas as coisas.
A maior parte dos que apóiam essa visão vêem as Nações Unidas (ONU) como a encarnação da "comunidade internacional". Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, tem demonstrado repetidas vezes que seu teste final para decidir se uma política externa é viável ou desejável é o apoio que ela obtêm nas instituições da ONU.
Obama tem tanta aversão a que se aja contra a vontade da ONU, que está tentando ganhar a queda de braço com Israel para obrigá-lo a fazer concessões suicidas à Autoridade Palestina (AP) dominada pelo Hamas. Obama alega que, se Israel concordar em aceitar as fronteiras indefensáveis, ele conseguirá convencer os palestinos a não pedirem que a ONU endosse a soberania palestina em setembro. Como o sucesso da iniciativa palestina é inteiramente dependente do veto do Conselho de Segurança da ONU, ao agir assim, Obama está mostrando que prefere sacrificar a viabilidade futura de Israel como Nação-Estado a contrariar a "vontade da comunidade internacional" encarnada pela ONU.
Além disso, em uma proposta para se manter fiel à resolução do Conselho de Segurança da ONU permitindo o uso de força na Líbia para proteger civis, Obama se recusou a articular um objetivo claro para o envolvimento das forças militares americanas na Líbia. O fato de que a resolução do Conselho de Segurança essencialmente condena a intervenção militar da OTAN a um impasse estrategicamente incoerente, que pode levar à dissolução da Líbia, não é importante para o presidente americano.
A única coisa importante é que os EUA obedeçam às limitações ditadas pela resolução do Conselho de Segurança da ONU.
Quanto à Líbia, a decisão de Obama de enviar forças armadas americanas àquele país sem a permissão do Congresso americano, torna claro que, da perspectiva dele, o Conselho de Segurança da ONU, e não o Congresso dos EUA, é a fonte de autoridade para a ação militar americana. Conforme Obama, se o Congresso conclamar o presidente a agir de maneira contrária ao Conselho de Segurança da ONU, é dever do presidente desconsiderar o Congresso e obedecer ao Conselho de Segurança.
Dada a estatura totêmica da ONU nas mentes do presidente americano e da esquerda internacional, vale a pena considerar sua natureza:
Uma olhada nas recentes atividades da ONU é algo revelador.
Os membros da ONU elegeram o Qatar para presidir a Assembléia Geral e o Irã como um dos vice-presidentes. Os representantes desses dois países usarão sua plataforma para fazer avançar os planos antiamericanos, anti-israelenses e antiocidentais de seus regimes.
Como observou a Professora Anne Bayefsky, na revista The Weekly Standard, a primeira pauta deles será tratar da Conferência Durban III, que acontecerá em Nova Iorque paralelamente ao encontro da Assembléia Geral em setembro. A primeira Conferência Durban foi, é claro, a infame conferência racista e anti-semita da ONU em Durban, na África do Sul, em setembro de 2001. Em Durban, Israel foi destacado como o único país racista e xenofóbico do mundo, e ao povo judeu foi negado o direito de ter direitos nacionais e autodeterminação. A conferência terminou três dias antes dos ataques jihadistas aos EUA no dia 11 de setembro de 2001.
Além de sua conferência anti-semita, os líderes do Qatar e do Irã na Assembléia Geral certamente farão aprovar uma resolução apoiando o Estado palestino e condenando o Estado judeu.
Talvez antecipando seu novo papel de liderança na "comunidade internacional", o Irã hospedou recentemente sua primeira "Conferência do Mundo Sem Terrorismo". Falando na conferência, o ditador supremo do Irã, Ali Khamenei, disse que Israel e os EUA são os maiores terroristas do mundo. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que os EUA estavam por trás dos ataques de 11 de setembro e do Holocausto e que têm usado ambos os eventos para forçar os palestinos a se submeterem aos judeus invasores.
Paralelamente ao fato de que os líderes do Iraque, do Afeganistão e do Paquistão -- que devem seu poder e sua liberdade aos sacrifícios das forças militares dos EUA -- participaram da conferência, o aspecto mais notável do evento foi que ele ocorreu sob a bandeira da ONU. Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU, enviou cumprimentos aos participantes por meio de seu enviado especial. De acordo com a agência de notícias Fars, do Irã, "Em uma mensagem escrita (...) lida por Mohammad Rafi Al-Din Shah, enviado da ONU a Teerã, [Ban] Ki-moon [cumprimentou] a República Islâmica do Irã por realizar tão importante conferência".
De acordo com a Fars, Ban acrescentou que a ONU havia "aprovado um grande número de resoluções contra o terrorismo em anos recentes, e realizar conferências como a de Teerã pode ser consideravelmente benéfico na implementação dessas resoluções".
Quando os jornalistas perguntaram sobre a veracidade do noticiário iraniano, o gabinete do secretário-geral da ONU defendeu a sua posição. O porta-voz de Ban, Farhan Haq, fungou: "Se nós estamos avançando e tentando nos certificar de que as pessoas se posicionem contra o terrorismo, precisamos ir tão longe quanto possível para ter certeza de que todos o farão".
No que se refere ao mais alto funcionário da ONU, quando se trata de terrorismo, não existe uma diferença qualitativa entre o Irã, por um lado, e os EUA e Israel, por outro. Aqui é importante observar que, dentre os outros convidados, a conferência iraniana "contra o terrorismo" destacou proeminentemente o presidente do Sudão, Omar al-Bashir.
Bashir é procurado pela Corte Criminal Internacional por acusações de genocídio, pela matança que perpetrou em Darfur.
O novo vice-presidente da Assembléia Geral não é meramente o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo. É também um proliferador nuclear. Isso é, sem dúvida, o motivo pelo qual o representante do Irã na ONU expressou alegria quando, um pouco antes, a proliferadora nuclear companheira de sua nação, a Coréia do Norte, foi designada como chefe da Conferência da ONU sobre Desarmamento.
Esta é a mesma Coréia do Norte que realizou dois testes nucleares ilícitos; construiu um reator nuclear ilícito na Síria; colaborou abertamente com o programa nuclear e balístico do Irã; atacou e afundou um navio da frota sul-coreana no ano passado; e ameaçou com guerra nuclear a qualquer um que, em qualquer momento, criticar seu comportamento agressivo.
Esses exemplos representativos indicam o que passa por aceitável na ONU, demonstrando que a instituição internacional considerada como o depósito da vontade da "comunidade internacional" é total e completamente corrupta. Ela é moralmente falida. É controlada pelos regimes mais repressivos do mundo e usa suas instituições patrocinadas pelos EUA e pelo Ocidente para atacar Israel, os EUA, o Ocidente e as forças da liberdade e liberalismo em todo o mundo.
Dada a completa depravação da ONU e do sistema internacional que essa organização supervisiona, o que pode explicar a reverência automática da esquerda internacional a ela? De San Francisco a Chicago e a Boston; de Estocolmo a Paris e a Londres, membros da esquerda internacional afirmam que apóiam as vítimas da tirania. Eles garantem que defendem valores liberais de liberdade e tolerância e os direitos humanos. Mas, como a ONU, a verdade sobre a esquerda internacional mostra que seus membros são o oposto do que afirmam ser.
Aqui também alguns exemplos recentes são suficientes para contar a história da intolerância liberal e da violência: Michele Bachmann, a congressista americana e candidata republicana à presidência, apareceu no programa This Week [Esta Semana] da ABC News com George Stephanopoulos. Quase no final da entrevista, Stephanopoulos informou a Bachmann que ela pode ter certeza que a mídia começará a atacar a família dela, e especificamente as 23 crianças adotadas de quem ela e seu marido tomam conta.
Ele disse: "Eu sei que você quer servir como escudo para elas [as crianças adotadas], mas será que elas estão preparadas para a perda da privacidade que virá com a campanha presidencial? E será que você está preocupada sobre isso com relação a elas?" O aviso ameaçador de Stephanopoulos foi notável pelo que diz sobre a natureza da mídia dominada pela esquerda. Em uma recente entrevista, Michelle Obama, a primeira-dama americana, agradeceu à mídia por proteger sua família de ser escrutinada. Entretanto, Stephanopoulos não teve escrúpulos em ameaçar a família de Bachmann com um linchamento jornalístico.
E isso faz sentido. Como colegas de esquerda, os Obama têm passagem livre. Mas, como republicana conservadora, e como mulher não-esquerdista, Bachmann - assim como Sarah Palin - não tem o direito de esperar tolerância para a privacidade de sua família por parte da mídia iluminada, feminista e liberal.
Depois, houve uma investida violenta contra o historiador israelense Benny Morris do lado de fora da Escola de Economia de Londres. Como Morris o descreveu para o The National Interest [O Interesse Nacional], quando estava a caminho da universidade para dar uma palestra, "uma pequena turba (...) de algumas dezenas de muçulmanos, árabes e seus apoiadores, tanto homens quanto mulheres, me rodearam e, caminhando ao meu lado por várias centenas de metros à medida que eu avançava em direção ao prédio onde a palestra deveria acontecer, abafadamente começaram a falar coisas e a me agredir com palavras como "fascista', "racista', "a Inglaterra nunca deveria ter permitido que você entrasse aqui', "Você deveria ser proibido de falar"'.
E acrescentou: "Para mim, pareciam os camisas-marrons [nazistas paramilitares] em uma cena de rua na Berlim dos anos 1920".
Não menos espantoso que o comportamento desse grupo de provocadores foi o comportamento do professor da Escola de Economia de Londres que estava promovendo a palestra de Morris. À medida que Morris descrevia o ataque, em suas "breves observações introdutórias", o professor "ignorou completamente o assédio e a intimidação (que lhe haviam sido comunicados com detalhes), e tampouco criticou [os que atacaram Morris]".
Em Nova Iorque, quando Glenn Beck, o apresentador conservador de programas de televisão e rádio, foi recentemente ao New York's Bryant Park para assistir a um filme com sua família, foram abordados por populares que professavam ódio pelos "republicanos".
A extraordinária intolerância da esquerda por Israel teve plena manifestação dentre os participantes da chamada "flotilha". O propósito da flotilha é quebrar a lei internacional, trazendo ajuda e conforto à Gaza controlada pelo Hamas, tentando acabar com o bloqueio marítimo legal de Israel à costa de Gaza controlada pelo Hamas.
Como expôs Ehud Rosen em um relato para o Centro de Jerusalém para Assuntos Públicos, a flotilha deste ano foi organizada pelo Hamas e pela Fraternidade Muçulmana, com a participação ativa de grupos esquerdistas anti-Israel.
Em suas declarações públicas, os participantes da flotilha professam tolerância infindável com o Hamas e seus planejamentos genocidas. E não manifestam nenhuma tolerância, em qualquer aspecto, por Israel e seu direito de existir.
Através de seu comportamento, os participantes da flotilha vindos do grupo Code Pink, alinhado com Obama, e de suas organizações-irmãs, imitam o comportamento do secretário-geral da ONU celebrando a provocadora conferência do Irã sobre o terrorismo, e assistindo a ascensão da Coréia do Norte à chefia da Conferência da ONU sobre Desarmamento, e a liderança do Qatar e do Irã na Assembléia Geral.
Embora recitando de forma vazia slogans de tolerância, adeptos do governo da "comunidade internacional" apóiam a agenda das forças mais violentas, intolerantes e totalitárias do mundo. Eles não apenas as apóiam, eles servem a elas.
Não é necessário muito para despojá-los de suas máscaras superficiais de doçura e suavidade. É uma pena que tão poucos se importem em fazê-lo.



Caroline Glick
nasceu nos EUA e emigrou para Israel em 1992. Como capitã do exército israelense, ela fez parte da equipe de negociações com os palestinos de 1994 a 1996. Mais tarde, serviu como conselheira-assistente de política externa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (durante seu primeiro mandato, de 1997 a 1998). A seguir, fez mestrado na Universidade Harvard. Após retornar a Israel, foi comentarista diplomática e editora de suplementos sobre questões estratégicas no jornal Makor Rishon. Desde 2002, é vice-editora e colunista do jornal The Jerusalem Post. Seus artigos têm sido reproduzidos em muitas outras publicações e suas opiniões são amplamente respeitadas. Seu site é www.carolineglick.com.

Publicado na revista Notícias de Israel 8/2011 - http://www.Beth-Shalom.com.br

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Não é roubando a Palestina, é comprando Israel

Os israelenses deveriam andar de cabeça erguida e salientar que a construção do seu país baseou-se no movimento menos violento e mais civilizado do que qualquer outro povo da história.

Os sionistas roubaram terras palestinas: é esse o mantra que tanto a Autoridade Palestina quanto o Hamas ensinam aos seus filhos e disseminam na mídia. Essa alegação tem uma importância enorme, conforme explica o Palestinian Media Watch: "Apresentar a criação do estado [israelense] como um ato de ladroagem e a continuação de sua existência como uma injustiça histórica serve como base da AP para o não reconhecimento do direito de Israel istir". A acusação de roubo também corrói a posição de Israel internacionalmente.
Contudo, essa acusação é verdadeira?
Não, não é. Ironicamente, a criação de Israel representa uma das mais pacíficas migrações e criações de um estado na história. Para entender porque, requer considerar o sionismo no contexto. Colocado de maneira simples, conquista é a norma histórica, em todos os lugares governos foram estabelecidos por meio de invasões, praticamente todos os estados se formaram às custas de alguém. Ninguém fica permanentemente no comando, as raízes de todo e qualquer indivíduo se originam em algum outro lugar.
Tribos germânicas, hordas da Ásia Central, czares russos e conquistadores espanhóis e portugueses redesenharam o mapa. Os gregos modernos têm apenas uma conexão tênue com os gregos da antiguidade. Quem é capaz de enumerar quantas vezes a Bélgica foi invadida? Os Estados Unidos foram criados com a derrota dos americanos nativos. Reis saquearam a África, os arianos invadiram a Índia. No Japão, os falantes do idioma Yamato eliminaram praticamente a todos, menos alguns minúsculos grupos como o Ainu.
O Oriente Médio, devido a sua centralidade e posição geográfica, viu a sua cota de invasões passar da conta, incluindo os gregos, romanos, árabes, cruzados, seljúcidas, timúridas e europeus modernos. Na região, ressentimento e tormento dinástico fizeram com que o mesmo território - o Egito por exemplo - fosse conquistado e reconquistado.

A terra que constitui o Estado de Israel de hoje, não é exceção. Em
Jerusalem Besieged: From Ancient Canaan to Modern Israel, Eric H. Cline escreve sobre Jerusalém: "Por nenhuma outra cidade se combateu de maneira tão implacável através de sua história". Ele fundamenta a alegação enumerando "pelo menos 118 conflitos distintos, em e por Jerusalém durante os últimos quatro milênios". Ele calcula que Jerusalém foi destruída por completo ao menos duas vezes, sitiada 23 vezes, capturada 44 vezes e atacada 52 vezes. A AP fantasia que os palestinos de hoje são descendentes de uma tribo do antigo Canaã, os jebusitas; de fato, mas a maioria esmagadora é descendente de invasores e imigrantes a procura de oportunidades econômicas.
Contra esse quadro de conquistas, violência e golpes incessantes, o empenho sionista em construir uma presença na Terra Santa até 1948 se destaca como espantosamente moderada, mais mercantil do que militar. Dois grandes impérios, o otomano e o britânico governaram Eretz Yisrael; contrastando, os sionistas careciam de poder militar. Eles não poderiam alcançar a soberania por meio da conquista.
Como alternativa, compravam terras. Adquirir propriedade quilômetro quadrado por quilômetro quadrado, fazenda por fazenda, casa por casa, estava no coração do espírito empreendedor sionista até 1948. O Fundo Nacional Judaico, fundado em 1901 com o objetivo de comprar terras na Palestina "para ajudar na formação de uma nova comunidade de judeus livres comprometidos com atividades produtivas e pacíficas", foi a instituição chave - e não a Haganah, a organização de defesa clandestina fundada em 1920.
Os sionistas também se concentraram na reabilitação do árido e do considerado imprestável. Eles não só fizeram o deserto florescer como também drenaram os pântanos, limparam os canais de água, recuperaram terras devolutas, reflorestaram colinas despojadas, removeram rochas e retiraram sal do solo. O trabalho de recuperação e saneamento judaico reduziu radicalmente o número de mortes relacionadas a doenças.
Somente quando a potência mandatária britânica desistiu da Palestina em 1948, imediatamente seguida pelo ataque dos países árabes usando todos os recursos e meios disponíveis para esmagar e expulsar os sionistas, que eles tiraram a espada da bainha em legítima defesa e passaram a adquirir terras através da conquista militar. Mesmo então, segundo demonstra o historiador Efraim Karsh em Palestine Betrayed, a maioria dos árabes fugiram de suas terras, sendo que um número extremamente reduzido foi forçado.
Essa história contradiz a explicação palestina de que "gangues sionistas roubaram a Palestina e expulsaram a sua gente", que levou à catástrofe "sem precedentes na história" (de acordo com um livro escolar do 3º ano do ensino médio da AP) ou que os sionistas "pilharam as terras e os interesses nacionais palestinos e estabeleceram seu estado sobre as ruínas do povo árabe palestino" (conforme escreve um colunista no diário da AP). Organizações internacionais, editoriais de jornais e petições de faculdades reiteram essa falsidade em todo o mundo.
Os israelenses deveriam andar de cabeça erguida e salientar que a construção do seu país baseou-se no movimento menos violento e mais civilizado do que qualquer outro povo da história. Gangues não roubaram a Palestina, comerciantes compraram Israel.

Por Daniel Pipes

sábado, 2 de julho de 2011

Israel x Hamas : Por essas e outras razões...

Ouvimos as mais diversas opiniões sobre o conflito árabe-israelense, neste caso em específico, sobre Israel e Hamas. Quando falamos a respeito da relação nada amistosa entre os dois, passamos adiante uma carga de informações recebidas, na maioria das vezes, unicamente pelos meios de comunicação.

Diante de uma mídia que preza pelo polêmico, pelo complexo, receber o conteúdo sem filtrá-lo é como sair pelas ruas comprando brigas com pessoas desconhecidas.

Podemos ouvir as vaias, os murmúrios de muitas pessoas, enquanto que os noticiários informam a inflexibilidade de Israel para com sua posição contrária a todo e qualquer Estado Palestino constituído pelo Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas. Agora, quantos já se informaram a respeito dos alicerces desse movimento palestino?

Quem das pessoas que respondem euforicamente aos anúncios de que Israel tem praticado "injustiça" poderia explicar as razões pelas quais o Hamas foi fundado? Confira alguns dentre os 36 pontos que compõem o Pacto do Hamas, documento emitido em 1988, no qual aborda os principais objetivos da organização extremista.

Sobre a destruição de Israel
"Israel existirá, e continuará existindo, até que o Islã o destrua, da mesma maneira que destruiu outros no passado" (Prefácio).

Negação à negociação por acordo de paz
"As iniciativas [de paz], e as chamadas soluções pacíficas e conferências internacionais contradizem os princípios do Movimento de Resistência Islâmica (...) Estas conferências não são mais do que um meio para designar infiéis como legisladores nas terras do Islã (...) Não existe nenhuma solução para o problema palestino senão por meio da Jihad. As iniciativas, as propostas e as conferências internacionais não são mais do que uma perda de tempo, um exercício inútil" (Artigo 13).

Condena o tratado de paz entre Israel e Egito
"O Egito foi, em grande medida, afastado da luta [contra o sionismo] devido ao traidor Tratado de Camp David. Os sionistas tentam conduzir os outros países árabes a acordos similares com o objetivo de distanciá-los da luta (...) Abandonar a luta contra o sionismo é alta traição, e será desprezado quem realizar um ato igual" (Artigo 32).

Instigação antissemita
"O Dia do Juízo não chegará até os muçulmanos lutarem contra os judeus e os matarem. Então, os judeus se esconderão por trás das rochas e árvores, e estas gritarão: "Oh, muçulmano! Um judeu se esconde por trás de mim, vem para matá-lo'" (Artigo 7).

Seria injusto da parte de Israel rejeitar qualquer reconhecimento de um Estado Palestino administrado por quem quer a sua destruição oficialmente? Pois é essa a mensagem que muitos meios de comunicação vêm passando, uma mensagem de que os israelenses não estão dispostos a alcançar a paz, quando, pelo contrário, vemos uma pregação de ódio inflexível da facção islâmica.

Há quem diga que o desinteresse israelense está baseado no prejuízo que acarretaria à própria nação, mas podemos constatar que essa afirmação não é seguramente precisa. O Estado Palestino que estiver sob administração de pessoas e de movimentos que seguem a mesma linha de ideológica que o Hamas, não será apenas uma ameaça à segurança de Israel, mas da comunidade global.

Afinal de contas, o que podemos esperar de quem mantém um jovem soldado israelense em cativeiro (Gilad Shalit) sem dar provas, desde 2009, de que está vivo? Qual o futuro de uma administração formada por pessoas que negam a atuação da Cruz Vermelha para confirmar o estado de saúde do refém e que impedem totalmente o contato deste com sua família?

Mas outros diriam: "O Hamas propôs, sim, negociação!" Realmente, foi realizada uma proposta pela facção, estabelecendo a libertação de Gilad Shalit mediante a soltura de aproximadamente 450 prisioneiros palestinos indiciados por terem perseguido e assassinado israelenses, além de executarem ataques terroristas.

Por essas e outras razões que Israel mantém sua postura de inflexibilidade diante do Hamas, uma organização que preza pela conquista de seus alvos sem qualquer justificação dos meios para alcançá-los.

Por Jônatha Bittencourt - De Olho na Jihad

domingo, 19 de junho de 2011

Por que é preciso defender Israel?

 
Atualmente, em muitas partes do mundo, em círculos de intelectuais, da classe média e da grande mídia, existe um ambiente hostil ao povo judeu e também ao Estado de Israel. No dias atuais vemos renascer o espírito antissemita e, por conseguinte, o discurso do “fora judeu” e da “destruição ao Estado de Israel”.

O surpreendente desse renascimento é que ele não é de origem cristã. Desde o final do século XIX e principalmente na segunda metade do século XX e início do XXI, o cristianismo – e especialmente a Igreja Católica – tem tido uma política de não agressão ao povo judeu. O cristianismo tem desenvolvido políticas e ações de convivência e diálogo com o povo e o Estado judeu. Em grande medida os históricos conflitos entre cristãos e judeus foram superados ou profundamente amenizados.

Além disso, o século XX viu a derrota de duas grandes ideologias, o nazismo e o socialismo, que, entre seus princípios, pregavam o ódio e a extinção dos judeus.

Se os conflitos entre cristãos e judeus foram profundamente amenizados, e o nazismo e o socialismo foram, no século XX, derrotados, então quem ou o que está promovendo a nova onda de espírito antissemita? A nova onda de ódio aos judeus? A onda que deseja a destruição do Estado judeu?

Não é intenção deste pequeno artigo dar respostas definitivas a essas perguntas inquietantes. No entanto, é possível realizar cinco reflexões.

Primeira, as novas gerações, nascidas a partir da década de 1970, não passaram pelos tormentos e sofrimentos da Segunda Guerra Mundial e, por conseguinte, pela perseguição realizada pelo Estado totalitário nazista e socialista. São gerações que veem o povo judeu apenas como um povo distante e exótico e em grande medida desconhecem a sua história de perseguição e sofrimento.

Segunda, existe um pacto entre a elite da esquerda internacional e grupos fundamentalista muçulmanos, especialmente o Irã. Apesar de haver muitas divergências entre essas duas posturas culturais, há pontos comuns entre ambas. Tanto a elite da esquerda internacional como grupos fundamentalista muçulmanos possuem em comum uma forte crítica ao capitalismo, visto como causador dos problemas sociais do mundo moderno, e um ódio ao cristianismo, visto como causa da decadência do Ocidente. O pacto entre a elite da esquerda internacional com grupos fundamentalista muçulmanos visa, simultaneamente, destruir o capitalismo e o cristianismo. Dentro desse pacto há um acordo que implicitamente coloca que, de um lado, os grupos muçulmanos radicais poderão atacar os judeus, inclusive perpetrando atos de terrorismo, e, do outro lado, a elite da esquerda internacional fará vista grosa a esses ataques e até mesmo podem defender os grupos muçulmanos radicais alegando, entre outras coisas, que fizeram esses ataques em nome dos direitos humanos e da democracia.

"Fazem vista grosa diante do terrorismo islâmico..."
Além disso, atualmente está se desenvolvendo no mundo, especialmente na América Latina, o neo-socialismo ou Socialismo do Século XXI ou ainda Socialismo Bolivariano. O neo-socialismo tem, entre seus postulados, o princípio estratégico de que o mundo islâmico é fundamental para o triunfo da Revolução e, por conseguinte, a implantação de um regime político anticapitalista. Nessa perspectiva, o Islã é visto como uma fonte indispensável de militantes e de pressões políticas. O problema é que os grupos radicais muçulmanos não desejam aderir a Revolução Neo-Socialista de graça, sem receberem uma recompensa. Eles querem, entre outras coisas, o direito de destruir o Estado judeu. Por causa dessa reivindicação os países envolvidos com a Revolução Neo-Socialista fazem vista grosa diante do terrorismo islâmico e até mesmo chegam a apoiar abertamente regimes teocráticos e totalitários, como é o caso do Irã. Na América Latina, a Venezuela, de Hugo Chávez, e outros países bolivarianos, como Bolívia e Argentina, fazem constantes declarações em apoio a grupos extremistas islâmicos. O Brasil, um dos países de maior projeção política no Terceiro Mundo, durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez preocupantes declarações de apoio ao Irã e a Síria, dois países que historicamente são profundamente hostis ao Estado judeu. Tudo isso cria um ambiente de legitimação ao extremismo islâmico e, ao mesmo tempo, de apreensão para o povo judeu.

Terceira, atualmente em muitas universidades e centros de formação superior no Ocidente é ministrado, em sua essência, um ensino pouco crítico e muito carregado por um discurso esquerdista no estilo “o mal é o capitalismo” e a “religião é o ópio do povo”. Esse tipo de ensino tem causado sérios problemas de formação humana, um dos quais é o não reconhecimento da importância do povo e do Estado judeu na história do Ocidente. Vê-se o povo judeu como um povo agressor, imperialista e até mesmo cruel. Não há uma reflexão sobre o direito de existência desse povo e, por conseguinte, do seu Estado. Não se reflete sobre a visão autoritária existente entre setores dos muçulmanos, o fundamentalismo de alguns países, como o Irã e a Síria. Não se reflete sobre o desejo, aberto e declarado, de grupos radicais destruírem o Estado de Israel e, por conseguinte, matarem todos os cidadãos judeus que nele residem. Entre esses grupos é possível citar: a Irmandade Muçulmana, a Jihad Islâmica, o Taliban, a Al-Qaeda, o Hezbollah, o Hamas, o Jemaah Islamiyah, a Frente de Salvação Islâmica e o Gamaat Islamiya.

Ademais, nas universidades e centros de formação superior no Ocidente atualmente há um profundo espírito agressivo e até mesmo preconceituoso contra qualquer expressão religiosa. A religião é vista como causa da alienação e da opressão social. Criticar a religião é visto como um ato de vanguarda, de modernidade e de esclarecimento. Uma das consequências dessa postura é que o povo judeu, por ter uma fé religiosa viva e ativa, é visto como um povo supersticioso e causador da alienação social. Por isso, a nova onda de perseguição aos judeus é entendida, em muitos ambientes universitários, como uma forma de combater a religião.

"Os judeus são nossos inimigos."
Quarta, a grande mídia ocidental tem contribuído para o agravamento da nova onda de perseguição aos judeus. De um lado, devido à formação recebida pela ideologia esquerdista, muitos setores da mídia ocidental têm grande simpatia pelos grupos radicais mulçumanos. Esses grupos são vistos como questionadores da opressão social e do imperialismo ocidental, especialmente do imperialismo norte-americano. Praticamente não são apresentados o caráter de intransigência sócio-religiosa e o desejo de implantar a sharia (a lei fundamentalista islâmica), em diversas partes do mundo. Em certa medida, reina na mídia um grande silêncio sobre o imperialismo, as práticas culturais autoritárias e a falta de liberdade, reinantes no mundo muçulmano. Do outro lado, o Estado judeu é visto como um Estado imperialista, conquistador e até mesmo herdeiro do nazismo. A soma de todos esses fatores faz com que haja, na grande mídia, muito pouca reflexão tanto sobre a situação dos judeus no mundo como também o aberto desejo dos grupos radicais muçulmanos de literalmente destruírem esse povo.

Quinta, o secularismo que penetra, com muita força, dentro do cristianismo. Desde o século XVIII que os grupos religiosos ligados ao cristianismo vêm passando por um grande processo de secularização. É bom deixar claro que o cristianismo é a grande força religiosa e até mesmo política do Ocidente. À medida que o cristianismo se seculariza vai aderindo a posições políticas e culturais mais distantes de seu fundamento doutrinário. Um bom exemplo disso é a disputa entre judeus e muçulmanos. Historicamente, os cristãos sempre estiveram contra o Islã. Por causa disso fizeram importantes críticas às posturas autoritárias oriundas do Islã. Esse fato, de alguma forma, sempre beneficiou o povo judeu. No entanto, nas últimas décadas temos visto mudanças nessa postura. Líderes cristãos, inspirados por um cristianismo secularizado, afirmam que os grupos radicais muçulmanos são apenas movimentos sociais que lutam pelos direitos humanos e, por conseguinte, passaram a ver o povo judeu como um povo opressor, um típico representante do imperialismo Cruzado ocidental. Um bom exemplo disso é a Teologia da Libertação (TL). Os líderes dessa expressão teológica, que se desenvolveu principalmente na América Latina, costumam fazer declarações defendendo abertamente grupos fundamentalistas islâmicos, usando, para tanto, o argumento de que a luta islâmica é democrática e visa à defesa da cidadania. Enquanto isso, o sofrimento e as demais questões que envolvem o povo judeu são ignorados.

Como é possível perceber, pelas breves reflexões que foram apresentadas, há muitos fatos que contribuem para o aumento do ódio aos judeus e, ao mesmo tempo, a defesa dos grupos radicais islâmicos.

Existe quase um senso comum que afirma e até mesmo grita, mesmo que inconscientemente, que a destruição do Estado de Israel e, por conseguinte, a morte ou então a expulsão da sua população, estimada em aproximadamente 7.500.000, será uma grande conquista da humanidade, uma vitória da democracia, da cidadania e dos direitos humanos. Com a destruição do Estado de Israel, os povos oprimidos, simbolizados pelos grupos radicais muçulmanos, terão uma possibilidade real de se libertarem de séculos de exploração ocidental.

Não há dúvida que os países centrais do Ocidente (Inglaterra, EUA, França, etc) dominaram, oprimiram e até mesmo destruíram vários povos ao redor do mundo, incluindo no Oriente Médio. É preciso combater a exploração e o colonialismo. Entretanto, engana-se quem pensa, mesmo que de forma inconsciente, que a destruição do Estado de Israel – incluindo a morte ou a expulsão de sua população – será o remédio para os males causados pela exploração, pelo colonialismo e o imperialismo.

Quando os grupos muçulmanos destruírem Israel e provavelmente massacrarem quase 100% de sua população, não estarão criando um mundo melhor, sem capitalismo, sem cristianismo, sem sionismo e outras questões. Pelo contrário, esse fato marcará o início do mais radical retrocesso vivido pela história. Séculos de avanço humanístico, rumo à democracia e aos direitos humanos, serão sumariamente enterrados. Tudo isso para que a sharia seja implantada a nível global. A esperança de muitos grupos (neo-socialismo, cristianismo secular, etc) é que a destruição do Estado de Israel, pelos grupos radicais islâmicos, acabe com a sede de sangue, morte e terror que esses grupos possuem. É preciso observar que estamos falando de uma destruição física e não meramente simbólica do Estado judeu. A destruição de todas as casas e demais edifícios existentes em Israel. O raciocínio dos grupos que defendem os radicais islâmicos é mais ou menos assim: “quando Israel for destruído, então teremos paz no mundo”.

Enganam-se aqueles que pensam desta forma. Triste ilusão. O projeto dos grupos radicais mulçumanos é a conquista do Ocidente e a implantação da sharia em nível global. Esses grupos pouco se importam com a democracia, direitos humanos e coisas semelhantes. O que eles querem é impor ao mundo a Lei Islâmica. O problema é que, no momento, o grande empecilho da realização desse projeto é a existência, em pleno Oriente Médio, do Estado e do povo judeu. Por causa disso o raciocínio dos grupos radicais islâmicos é o seguinte: “primeiro destruímos o Estado de Israel e depois faremos a grande marcha rumo ao Ocidente. Para isso, precisamos momentaneamente do apoio de grupos ocidentais (neo-socialismo, cristianismo secular, etc) insatisfeitos com o próprio Ocidente”.

Os grupos radicais islâmicos querem a ajuda de setores da sociedade ocidental para destruir Israel e depois “jogarem fora” esses mesmos grupos e, por conseguinte, fazer a grande marcha rumo à conquista do Ocidente.

Nesse triste contexto, Israel emerge como a “grande proteção” da sociedade e dos valores ocidentais. Por incrível que pareça o que impede uma invasão militar, e até mesmo atos de terrorismo mais agressivos por parte de grupos radicais islâmicos, é a existência do Estado de Israel. Enquanto esses grupos estiveram ocupados lutando para massacrar o povo judeu, eles não terão condições de promover a grande marcha rumo ao Ocidente.

É por isso que ao invés de ficarmos criticando o Estado de Israel – e é preciso criticar os exageros cometidos por qualquer modelo de Estado – temos que nos empenharmos para protegê-lo. A convivência pacifica entre judeus e muçulmanos e, por conseguinte, a paz no Oriente Médio e no Ocidente, só serão possíveis com um Estado judeu forte e com amplo apoio do Ocidente a esse Estado. Precisamos superar o discurso ideológico que vê Israel como um povo opressor e um Estado conquistador. É preciso reconhecer que Israel é a grande barreira que protege o Ocidente contra atos de terrorismo e destruição oriundos dos radicais islâmicos. Por isso, a defesa de Israel representa, simultaneamente, a defesa dos valores e dos povos do Ocidente. Quando Israel for destruído não haverá nada, absolutamente nada, entre o ódio islâmico e os países do Ocidente. Enquanto o Islã não se moderniza e aceita a democracia e a liberdade de expressão, Israel é a grande barreira protetora, o grande escudo. Temos que cuidar desse escudo. Temos que proteger os cidadãos israelenses ao redor do mundo e garantir que as pretensões dos grupos radicais de destruírem Israel jamais serão realizadas.